SUPERANDO DIFICULDADES – Dinâmica no P.A.R.T.Y. Campinas

Washington faz dinâmica com alunos

Alunos da Escola Estadual Moacyr Santos Campos

O P.A.R.T.Y. Campinas do dia 10 de novembro contou com a participação de alunos da Escola Estadual Moacyr Santos Campos. Antes de saírem do auditório para a visita aos pacientes internados com trauma, alguns alunos se voluntariam para realizar a visita com algum grau de limitação física, ou seja, um deles usa uma venda – simulando um deficiente visual – e o outro vai de cadeira de rodas – simulando um cadeirante.

Natália da Cruz Brexor, 18 anos, ao percorrer os corredores do HC como cadeirante, diz ter se sentido incomodada de olhar as pessoas debaixo, em um nível desigual” e disse que talvez não conseguiria viver sua vida dessa maneira, porque se sentiu muito mal. Além disso, diz ter ficado incomodada por não poder mover a perna, deixando-a na mesma posição durante a visita. A jovem mostrou-se bastante mudada após a experiência e falou sobre a importância que passará a atribuir à prevenção, já que o trauma e suas cicatrizes podem acometer qualquer pessoa.

Washington fala aos alunos sobre sua história

Washington fala aos alunos sobre sua história

Daniel Barbosa da Silva, 16 anos, foi outro aluno que participou da dinâmica usando uma venda nos olhos, simulando ser um deficiente visual. O estudante disse que sentiu muita insegurança e que ficou tentando formar imagem das pessoas e dos lugares que visitava na tentativa de driblar a angustia de não conseguir ver nada. Disse também que teve medo de cair, tonturas e que os sons chamavam mais a sua atenção do que o normal. Daniel diz ter ficado muito incomodado por não conseguir ver o que o rodeava e que a experiência de estar na pele de um deficiente visual foi muito marcante.

Por fim, em dado momento do encontro, houve uma dinâmica, guiada por um de nossos colaboradores, Washington, em que os alunos experimentam estar no lugar portadores de alguma deficiência física. Nessa atividade, os alunos têm a difícil tarefa de tentar vencer limitações físicas para realizar atividades cotidianas, como se alimentar sem usar as mãos e, ao fim da experiência, os alunos mostram-se muito mais conscientes e agradecidos diante daquilo que têm, dando muito mais valor às escolhas conscientes.

Por: Fernanda Raikov e Natália do Val Siqueira

Orientador: Dr. Thiago Calderan

 

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